quarta-feira, outubro 08, 2008

Eu, Olivette!



Bem,deixa apresentar a vocês uma velha amiga, ela deve estar com uns 15 anos.Ou mais!É leve, algumas vezes digitei com ela no colo no quintal de casa. Debaixo dos coqueiros, enquanto os cachorros lá de casa me olhavam ou dormiam nas tardes mornas de Natal.
Olivette datilografou e datilografa como um notebook,é portátil e tem um som hipnótico.Ela transformou minhas letras manuscritas em tipos e levou meu sonho além do quintal,da minha rua do meu mundo para o mundo de muitas outras pessoas.
Às vezes quando tiro ela da caixa, é a original, e toco as teclas, um mundo de lembranças me invade. Despretensiosamente ela absorveu palavras e sonhos.
Lembro do livro Alma e Sangue digitado numa caixa de madeira azul, onde guardava as folhas, tinha um cheiro engraçado de papel, grafite, óleo de máquina e imaginação. Todas viradas para baixo.
Antes de começar abria a máquina, organizava os dicionários, ligava o radio, e pegava as duas últimas paginas do livro, uma rápida leitura e a sinfonia começava.
Dicionário Aurélio, dicionário de idéias afins e papel. Corretivo, e caneta para passar a fita. Sim!Ela tem defeitos, às vezes a fita saia dos grampos e tem de por no lugar.
O resultado são dedos com manchas pretas!Mas ela não faz por mal, eu respeito sua idade e perfeição imperfeita.
-Tec,tec.- ela responde a cada pedido,a cada nova palavra e personagem.
Doce Olivette do meu coração. Te adoro!

terça-feira, outubro 07, 2008

Livro Mágico

(Aqui ruas de São Luiz,clar, em minha imaginação)
Tomando Jeito!

Bem, andei meio sumida. Falta minha!É verdade, por incrível que pareça às vezes tenho vontade de sumir do mapa e inconscientemente termino sumindo mesmo. Mas sei que não posso fazer isso por muito tempo.
Simplesmente entrar no caixão e fechar a tampa. Ah!Verdade!Mas levei uma bronca da Gracinha e vou me corrigir, aliás, só dela não de outros fãs ta, bem, então vou ser mais rigorosa comigo mesma.
Quando lancei Alma e Sangue em 2005 peguei um dos primeiros exemplares e comecei a decorar página por página.
Na maioria fiz desenhos,pintei,colei o que vinha a mente, o que me lembrava os personagens. Escrevi poemas, colei flores e folhas secas. Ate comecei um novo numa agenda e em outro livro. Ainda pinto vez ou outra, mas agora é raro, mas ainda faço desenhos.
A foto a cima é de uma dessas paginas, assim que scanear mais algumas mostro.
Promessa de escritora, volto amanhã.

domingo, setembro 21, 2008

Curiosidades

Meus queridos amigos,

Enquanto esperamos a continuação da Saga de Alma e Sangue, O despertar do Vampiro que tal algumas curiosidades sobre os personagens, sobre a história? Bem, é isso que pretendo fazer nos próximos posts.Dividir com vocês segredos do casal, curiosidades e muito mais.

Hoje resolvi mostra a primeira capa do livro. Para quem não sabe, o livro foi lançado pela primeira vez em 04 de julho de 2001. Por coincidência a mesma data que foi lançada recentemente Kara e Kmam,Uma saga de Alma e Sangue. 04 de julho de 2008. Deve ser destino.

E desde então vem conquistando fãs em todo o Brasil. A primeira capa foi eu mesma que desenhei, então não olhem na simplicidade. O Livro foi aceito pela lei de incentivo a cultura do estado do Ceará.

Morei lá por alguns anos, está capa é uma raridade. E essa primeira edição tem algumas diferenças, mas nada que tenha mudado o enredo da história que vocês conhecem.

Lembro que foi maravilhoso ver meu livro encadernado, afinal, só o tinha em paginas soltas e ainda datilografadas.
Fantástico ver as duas capas juntas depois de tanto tempo.
Breve mais uma.

Beijos Mordidos.



domingo, agosto 03, 2008

Entrevista em vídeo com a Nazarethe!



Pessoal, divulguem por aí.
Quem tiver blog, pode copiar também, é só dar os créditos.
O Portal fantastik (que irá divulgar muuuito a literatura fantástica nacional) fez uma entrevista comigo.

Para quem prefere ver em boa resolução: http://www.vimeo.com/user595132

Para quem está acostumado com os padrões do youtube: http://br.youtube.com/watch?v=vjkpzQtHkzs


Bora espalhar!

quarta-feira, julho 23, 2008

Conto Medieval!

Oi meus queridos amigos!
Lancei recentemente na coletânea de contos medievais Anno Domini, o conto:
O preço da Vingança.
Sinopse: Uma batalha será decidida com mais um confronto. Uma guerreira e todo um exercito se enfrentaram. Suas únicas armas, o ódio e a magia.
Quem desejar adquirir o livro entre em contato comigo pelo seguinte e-mail: Quem compra o livro pelo e-mail (nazarethemsf@ig.com.br )recebe um desenho meu com referencia do conto e autografo. Mando o autografo e o desenho para o endereço que desejar.Caso prefira compre com a Tarja Livros.http://www.tarjalivros.com.br/detalheprod.asp?produto=25
Beijocas Mordidas!



quarta-feira, julho 09, 2008

Lançamento !!!



Oi Meus queridos amigos, é com muito prazer que convido vocês todos a ler Necrópoles -Historias de Bruxaria.
Uma coletânea de contos reunindo o melhor dentro do que compreendemos como "Bruxaria".
(Texto da Mila Fernandes)
Desde tempos imemoriais, perguntas sem resposta assombram o ser humano: De onde viemos? Para onde vamos? O que nos impele a continuar? O que há além?

A procura de soluções para esses mistérios que permeiam nossa existência sempre norteou nossa consciência, tanto individual quanto coletivamente. Foi precisamente das tentativas de solucionar o que é impossível de ser comprovado pela ciência que as mais diversas tradições mágicas e religiosas foram criadas. Todas elas, do xamanismo siberiano à magia ocidental, passando pela pajelança americana, pelo vodu haitiano e pela feitiçaria européia, são tentativas de encontrar alguma chave que abra à humanidade o portal dos mundos sutis, que dê acesso à morada dos deuses, à chama da sabedoria primordial.

É evidente que as respostas a essas perguntas, praticamente imanentes ao ser humano, não estarão neste livro. Mas a criatividade de seus autores, já comprovada nos dois primeiros volumes da série – Necrópole - histórias de vampiros e Necrópole - histórias de fantasmas –, oferece pontos de vista totalmente novos sobre a bruxaria. São seis histórias que abordam a presença da magia em nossas vidas sob os mais diversos ângulos, extrapolando nossas clássicas noções de bem e mal.

Necrópole: histórias de bruxaria é o terceiro volume da Coleção Necrópole. Surge como uma resposta ao sucesso de Necrópole: histórias de vampiros e Necrópole: histórias de fantasmas, que conquistaram leitores ávidos por publicações nacionais de suspense, terror e fantasia.

A coleção originou-se do NecroZine, periódico bimestral com contos de suspense e terror, distribuído em eventos culturais como forma de propagação desse gênero literário. Seus criadores – Alexandre Heredia, Camila Fernandes, Gianpaolo Celli e Richard Diegues – recebem, neste volume, o reforço de dois talentosos convidados: Eric Novello e Nazarethe Fonseca.

Como já acontecia nos contos publicados em NecroZine, na coleção Necrópole os elementos de suspense e terror são dosados com habilidade. O resultado são narrativas bem conduzidas e abordagens sutis. Daí essas histórias agradarem até mesmo quem não é fã do gênero de terror.

Neste livro, os leitores são envolvidos pelas tramas no ritmo violento de Alexandre, na aguda sutileza de Camila, na agilidade sarcástica de Eric, na marcante acidez de Gian, na sensualidade de Nazarethe e na profundidade psicológica de Richard.

Com esta obra em mãos, você perceberá que Necrópole é mais que uma simples coleção. Ela é fruto de uma proposta forte, de quem não apenas escreve literatura de terror e fantasia, mas faz questão de provocar arrepios de verdade!

www.alaude.com.br

Beijos mordidos!

sábado, junho 21, 2008

Livraria Cultura




Oi Meninas!
O livro Kara & Kmam - uma saga de Alma e Sangue já esta a venda na livraria cultura.
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2505833&sid=0155123991042778634978953&k5=186B6E3&uid=
Confiram.

Breve trarei mais uma novidade ao blog,

Beijos Mordidos!

quinta-feira, junho 19, 2008

Fábulas do Tempo e da Eternidade



Quero aproveitar para divulgar o lançamento do livro da minha amiga Cristina Lasaitis,Fábulas do Tempo e da Eternidade, que acontecerá em dobradinha com o lançamento de Kara e Kmam- Uma Saga de Alma e Sangue, no mesmo horário e local:


Lançamento: Sexta - dia 04 de JULHO de 2008, a partir das 18 h

No Bardo Batata
Rua Bela Cintra, 1.333 - Jardins (a uma quadra do metrô Consolação)
São Paulo - SP


e estarei autografando também

dias 05 e 06 de JULHO de 2008
no FANTASTICON - II Simpósio de Literatura Fantástica - Colégio Marista Arquidiocesano - Vila Mariana


Tarja Editorial
www.tarjaeditorial.com.br

176 páginas

Formato bolso: 18 x 12 cm

Preço no lançamento: R$23,00


Sinopse:
Virá o tempo em que as estrelas se apagarão, a matéria ruirá sob suas próprias forças e os buracos negros se diluirão no vácuo. As leis da física profetizam que, tal como cada um de nós, o universo que habitamos também terá o seu término.
A religião nos legou a fé na eternidade, a ciência concedeu-nos o conhecimento do fim. Dividido entre a pulsão pela vida e a lógica crua, o ser humano passou a conviver com a angústia de ser carregado pela correnteza das horas num curso irrefreável rumo ao grande mistério.

Surge aí a fatal pergunta: como superar os limites impostos pelo tempo?


Numa incursão especulativa pelo mundo da ficção científica e fantástica, Cristina Lasaitis explora as diferentes facetas de Cronos e levanta questões intrigantes sobre a perpétua busca do ser humano pela superação do tempo. Com uma narrativa agradável e bem humorada, pincelada por influências de Jorge Luis Borges, Arthur C. Clarke e Ursula K. Le Guin, a autora apresenta épicos modernos, reinventa mitos antigos e se envereda por futuros imaginários e inimagináveis a dissecar o sentido (ou a falta de propósito) da existência em 12 histórias sobre extrapolação, transcendência e esperança.

Sobre a autora:
Cristina Lasaitis nasceu em 1983. Garota de imaginação fértil, desde cedo alimentou uma paixão especial por ciências e por histórias de ficção científica. Tal paixão foi decisiva para sua escolha profissional: formou-se biomédica pela Unifesp, onde hoje se dedica ao estudo do comportamento humano. Ademais, tornou-se escritora de ficção por hobby, e um dia lhe ocorreu que seria uma boa idéia se profissionalizar. Seus contos já foram publicados nas coletâneas Visões de São Paulo - Ensaios Urbanos (2006), FC do B (2008), na revista Scarium (2007) e também no site Novas Visões. Fábulas do Tempo e da Eternidade é seu primeiro livro e traz um apanhado dos melhores contos de sua jovem carreira de escritora. Atualmente ela vive em São Paulo com sua família e sua biblioteca, e se dedica a escrever muitas outras histórias...

Mais informações no meu blog:
http://cristinalasaitis.wordpress.com

Promoção Cultural "Cara a cara com Kara & Kmam "



Essa é uma promoção da Tarja Editorial, em parceria com a Tarja Livros. Os participantes concorrem a um exemplar do livro "Kara & Kmam - uma saga de Alma e Sangue ". Para participar é fácil: basta responder a pergunta "O que você faria se ficasse cara a cara com Kara e Kmam?", usando até 100 palavras, no formulário abaixo, completando todos os campos! A melhor frase será premiada! Participe!!!

FAÇA SEU CADASTRO NO SEGUINTE LINK:
http://www.tarjaeditorial.com.br/promocao/karaekmam/cadastro.htm


Beijos Mordidos

segunda-feira, junho 16, 2008

Kara & Kmam - uma saga de Alma e Sangue




A Trama:
Um casal de vampiros se vê em meio a uma grande rede de intrigas, perigos e poder. Sua existência é regada a doses vertiginosas de romance e sedução do tipo que somente as criaturas da noite são capazes de criar. E, como não poderia deixar de ser, igualmente permeada de interesses, jogos de poder e vingança. Os protagonistas da trama já são velhos conhecidos dos amantes dos vampiros: surgiram aos milhares nos velhos séculos e suas histórias foram contadas em Alma e Sangue, o despertar do vampiro. Agora ressurgem com muito mais paixão e fascínio para dar continuidade a esta
saga de alma e sangue.
Onde comprar:
http://www.tarjalivros.com.br/detalheprod.asp?produto=16
Beijos Mordidos!

sexta-feira, junho 13, 2008

Kara & Kmam - uma saga de Alma e Sangue

LANÇAMENTO – 04 de JULHO de 2008
Kara & Kmam - uma saga de Alma e Sangue.
Nazarethe Fonseca.


Melhor do que revisitar antigos personagens é poder dar a eles uma nova vida, mais detalhes e, acima de tudo, muito mais força e carisma. É o que Nazarethe Fonseca fez em sua nova obra, com Kara Ramos e Jan Kmam, o casal de vampiros mais complexo e apaixonante dos últimos séculos.Neste livro, fica clara a referência aos vampiros clássicos, como o de Bram Stocker, que são jogados em um caldeirão de romantismo digno dos protagonistas de Francis Ford Copolla. Para quem espera algo leve, este é o livro errado, pois a intriga e o terror se entrelaçam como ervas daninhas ao romance dos casal.Envolvente, atual e real. Acima de tudo, assustadoramente real. É isso o que você pode esperar deste romance. Sinta-se à vontade para entrar na vida de Kara e Kmam. O risco é inteiramente seu!A Trama:Um casal de vampiros se vê em meio a uma grande rede de intrigas, perigos e poder. Sua existência é regada a doses vertiginosas de romance e sedução do tipo que somente as criaturas da noite são capazes de criar. E, como não poderia deixar de ser, igualmente permeada de interesses, jogos de poder e vingança. Os protagonistas da trama já são velhos conhecidos dos amantes dos vampiros: surgiram aos milhares nos velhos séculos e suas histórias foram contadas em Alma e Sangue, o despertar do vampiro. Agora ressurgem com muito mais paixão e fascínio para dar continuidade a estasaga de alma e sangue.
Onde:
Bardo batataRua Bela Cintra, 1.333
São Paulo - SP
Horário: 04 de Julho de 2008
Sexta 18 horas
T a r j a E d i t o r i a l
Rua Dr. Zuquim, 757 – Conj. 155
tarjaeditorial@tarjaeditorial.com.brcontato:
Richard Diegues – 11 9547-2520
http://www.tarjaeditorial.com.br/

sábado, maio 31, 2008

DOMINGO - dia 06 de julho
10 às 12 horas - Sala 118
Oi Meus queridos!
Fui convidada para participar do Fantasticon 2008!
Bate-papo: “OS DESAFIOS DE ESCREVER LITERATURA FANTÁSTICA NO BRASIL”Atualmente, uma nova geração de escritores de Literatura Fantástica tem surgido e publicado no mercado brasileiro. Será que pode ser considerada uma Nova Onda no gênero? Quais são as dificuldades para o novo autor? Como fazer para publicar? Que caminhos seguir para escrever um bom livro? São questões para serem respondidas.
No Colégio Marista Arquidiocesano, Vila Mariana, na capital de São Paulo.
Informações Sobre o Evento.
Teremos este ano mais um Fantasticon - II Simpósio de Literatura Fantástica. A idéia do evento é reunir pessoas interessadas em Literatura Fantástica (ficção científica, fantasia e horror) para que elas possam se encontrar, trocar idéias, informações e se divertir. A proposta é incentivar e enriquecer o estudo e o debate sobre o Fantástico no Brasil. Para isso, contaremos com palestras, mesas-redondas, oficinas, mostra de filmes, exposição, lançamentos, sessões de autógrafos, atividades lúdicas e muita confraternização!
O Fantasticon 2008 acontecerá nos dias 05 e 06 de julho, no Colégio Marista Arquidiocesano, Vila Mariana, na capital de São Paulo. É um evento integrante do XVI Encontro Internacional de RPG. O Fantasticon 2008 é organizado por Silvio Alexandre, com apoio da Devir Livraria, Terramedia e colaboração da OPELF (Oficina de Produção e Estudos de Literatura Fantástica), da Signo Mundi e da Fly Cow Produções Culturais

Espero vocês lá!
Beijos Mordidos!

quarta-feira, maio 28, 2008

Kara e Kmam - Uma Saga de Alma & Sangue


Oi meninas, é com grande prazer que confirmo a edição do livro Kara e Kmam - Uma saga de alma e sangue pela editora Tarja Editorial. O livro conta as aventuras de Kara em Paris em seus primeiro anos de vida vampira. A visão de uma aprendiza no mundo vampiresco.
Deixo registrado que não é a continuação de Alma & Sangue, O despertar do Vampiro e sim uma aventura a parte do nosso querido casal e alguns do personagens do livro.
Vocês já tiveram uma provinha dele aqui no blog. No livro alguns capítulos inéditos da paixão de Jan Kmam e Kara, a vampira. O lançamento esta previsto para 04/07/2008 em São Paulo. Espero todas vocês, acima um esboço da capa.
Beijos Mordidos!

domingo, maio 04, 2008

Oi Meninas, tenho trabalhando bastante num livro e acredito que ele será lançado em breve. O livro é Kara e Jan Kmam,A saga, que leram alguns capítulos aqui no blog.Parei de postar porque os editores resolveram apostar no livro graças as visitas e recados de todas vocês. Dentro de duas semanas terei o ok definitivo e estarei aqui para avisá-las. O livro terá novas informações sobre Kara e unira o Alma e Sangue 1 e 2. Se tudo der certo como se apresenta no momento irei a São Paulo lançar o livro. Espero poder falar com todas vocês que tanto curtem o livro.
Beijos.

quinta-feira, abril 10, 2008

Oi!

Oi Meninas,
Desculpe a ausencia é que estou trabalhando muito para que algo sobre Kara e Jan Kmam possa chegar as mãos de todas vocês o mais breve possive.Então peço desculpas pela demora nas postagens.Sei que vocês vão me entender.
Beijos Mordidos!

quinta-feira, março 20, 2008



Kara e Jan Kmam

Por

Nazarethe Fonseca


Todos os direitos reservados a Autora®



Capítulo IX - A Febre do Sangue II



Não tinha ânimo para buscar alimento, estava agitada, irritada, só consegui sair do túmulo, do caixão imundo onde me escondi sem nenhuma repulsa. Sentei na murada de mármore e deixei que a lua me hipnotizasse, tirasse de meus olhos a visão da daquela mulher nos braços de Jan Kmam... A claridade da lua atravessava os vitrais e me cobria, estranhamente a luz me acalmava, fitava as imagens dos santos e reconheci seus rostos, lembrei seus nomes, mas nada pedi, nem tão pouco rezei. Sou imortal, mas ainda os temia. O que era um pensamento pouco evoluído em minha condição, mas não isento de sentir dor.
Estava sozinha novamente, a sensação me asaltou o peito e levou-me aos primeiros dias em Paris, quando Otávio afastou Jan Kmam quase completamente de mim. Passava horas sozinha no hotel esperando seu retorno, que somente se dava ao amanhecer. Aceitava, acreditando que era necessário a ele estar com o vampiro que o criou. Todavia, a solidão começou a inquietar-me. Aborrecida peguei um táxi e fui para o apartamento de Otávio onde certamente estariam reunidos. Desci do táxi e na calçada senti não um, mais vários vampiros muito próximos. Dentre eles identifiquei Asti, Otávio e Jan Kmam. Entrei no prédio e quando a porta do elevador se abriu Jan estava a minha espera no corredor. Sorri, mas ele nao retribuiu e quando dei o primeiro passo planejando entrar no apartamento de Otávio Jan Kmam me impediu entrando no elevador.
- O que faz aqui? - Jan perguntou sério.
- Cansei de ficar sozinha. – admiti sem receio.
- Você nunca está sozinha quando vai entender isso.
Jan Kmam afirmou misterioso já apertando o botâo para fechar a porta do elevador. Antes que ela se fechasse vi uma cabeleira vermelha, o brilho do olhar verde... A porta se fechou e o elevador desceu.
- Quem era?
- Não faço ideia. - Jan Kmam mentiou com aborrecimento.
- Para onde vamos?
- Você vai para casa, eu preciso retornar. –avisou com pouca paciência.
- Por que? – insisti amuada.
- É uma reunião importante. E como favorito do rei preciso estar presente.
- O rei esta lá em cima? Posso ficar? – perguntei tocando seu ombro.
Jan Kmam estava distante, frio sequer me olhava. Mas quando o fez foi de modo irritado.
- De modo algum! – ele foi rispido.Não precisava.
- Não vou interromper...
- É proibido. Você sequer deveria estar aqui Kara. É muito... – ele se calou pois sabia como aquela frase me aborrecia.
- Vamos, termine a sentença: você é muito jovem. - debochei magoada imitándo-lhe a voz. – É sempre assim, não é mesmo? – reclamei muito baixo.
–Não será sempre assim. – ele tentou aplacar o sentimento de inferioridade que me tomava sempre que aquela frase era citada.
- Eu esqueci. – comecei vendo os andare descerem. -Preciso envelhecer sozinha,tornar-me um pedaço de rocha fria. Impedir que meu coração bata no peito para entrar no clube. – debochei com a voz rouca.
- Não seja infantil Kara. -pediu cansado.
- Não se engane Jan Kmam, eu sou uma vampira.
A porta do elevador abriu e eu sai sem esperar Jan Kmam. Na verdade sumi na rua e o deixei para trás. Ele não me seguiu,ou deteve minha fuga. Deveria estar realmente muito “ocupado”. Extremamente triste e aborrecida. Fui para Notre Dame. E lá nas altas torres junto aos sinos sentei e chorei aborrecida. A imortalidade estava sendo um pouco diferente do que esperava. Havia noite de extrema alegria, tristeza, solidão, amor. Uma montanha Russa. Fitava meu rosto mudado minhas maos delicadas,mas tao fortes. Tudo estava tão distante e perto. Lidava com extremos. Como agora, amor e odio ardiam em meu coração. Amava Jan Kmam, mas sua traição fazia-me odiá-lo! Desejava enfrentar suas desculpas esfarrapadas.Jogar em sua face algumas verdades. Com cinco anos de imortalidade era simplesmente uma “criança”. Não tinha muitos direitos,somente deveres e isso incomodava. Queria fechar os olhos e fazer com que o tempo passasse e levasse a dor que sentia. Fizesse-me esquecer sua traição...Ah! Miserável! Minha copia,minha rival. E chorrei olhando a lua, abraçada ao corpo, sentindo os soluços me sacodirem.
-Acha que está é a melhor forma de punir Jan?
A voz de Bruce encheu a pequena câmara me fez voltar à vista em sua direção, não o havia sentido entrar. O que importava se ousasse me tocar sairia ferido.
-Esconder-se dele, mergulhar na desolação, na sujeira? - Bruce perguntou vendo-a ainda imóvel em meio às folhas secas.
Olhou a volta e sentiu nojo, do mausoléu, do chão estava sujo, o cheiro de poeira e raiz, putrefação o incomodava, era normal quando se vive no luxo, longe das sepulturas, dos corpos que apodrecem nos dizendo o que é ser mortal e imortal.
- Vá embora. - pedi mansa. - Você já cumpriu sua missão. - pedi muito baixo.
- Sim, já, mas é deste modo que vai lidar com o assunto, fugindo?
- Não sei o que fazer...
Bruce notou que ainda tinha os olhos dilatados, não tentava esconder a face vampira dentro da falsa máscara de mortalidade que os vampiros usam com assiduidade. Tinha as roupas sujas, os cabelos em desalinho, o rosto manchado pelas lagrimas. Ainda estava alterada pela dor. Ele se aproximou e o abracei e agarrada a ele chorou minha dor.


SEGUNDA PARTE - Jan Kmam e Otávio.


Consuelo estava falida, como lhe disse e mantinha roupas e jóias com o que furtava das suas vítimas. Gostava muito de dinheiro e não gostava de repeti trajes. Mandei reformar sua casa e lhe dei algum dinheiro, não é necessário dizer o quanto isso a alegrou. – Jan comentou risonho. - Adorava dar festas nas quais sentia verdadeiro prazer em ver os mortais se degradarem. Possuía um caderno onde anotava nomes de alguns nobres e burgueses dos quais extorquia dinheiro, chantagem,afinal conhecia e mantinha seus vícios. Aos poucos descobri que era completamente obtusa, sua letra era horrível e pouco entendia do que lia. A contive algumas vezes em seus atos selvagens, predatórios, assassínios. Por algum motivo que desconheço, ela me obedecia. Enquanto isso a febre me tomava lentamente, pesadelos, tremores, a sede de sangue aumentava. Tornei-me extremamente cruel, violento. E certa vez, estanquei diante de minhas vítimas completamente confuso, mas a sede me impulsionava a matança. Sem falar nos lapsos de memória, nos transes.
Despertava, fazia o de costume e saia para a rua. Perdia parte da consciência,enquanto caminhava e quando despertava estava matando, falando em uma língua desconhecida. Alimentando-me de animais como um besta. Consuelo me surpreendeu em um desses transes. Não me lembro como nem porque, o certo é que acordei com o chicote nas mãos, Consuelo caída no chão, suas roupas em tiras. A tomei nos braços, supliquei perdão, mas para minha surpresa ela havia simplesmente adorado! Acreditou ter encontrado o amante ideal, fitei as minhas mãos sujas de sangue e fugi atordoado com meu comportamento. Voltei e tentei esquecer o episódio, ela passou a me trazer “presentes”, aos quais não recusava.
Jovens loiras, virgens, damas, que roubava das camas dos maridos. - parou e com certo receio continuou. - Torturei, matei por prazer, no começo despertava cheio de culpa, todavia, estava nas mãos de Consuelo, da febre. E quando a fome chegava perdia a consciência, sucumbia à força de duas tempestades. A culpa, o remorso, o medo do castigo sumiram, só restou a besta. Mantinha escravas de sangue, que logo descartava, sequer saia de casa. Bastava descer ao porão e escolher. Fui capaz desses atos. – Jan murmurou. - Agia levado pela “febre do sangue”, enquanto Consuelo agia levada por seus desejos. Perdi a noção das noites que vivi tais delírios, havia pouca lucidez, só um amontoado de imagens, suplicas gritos.
Finalmente e felizmente, Togo surgiu acompanhado de Zoser e Nebit, os Zeladores, no estado que me encontrava somente eles poderiam me conter. Uma ou duas vezes me olhei no espelho, mas recuei com medo de minha face. Estava transformado, os olhos dilatado, caninos sempre a mostra, a cabeleira revolta, o corpo alterado. Andava de peito nu como um bárbaro. Havia pintado símbolos estranhos sobre a face, o peito com sangue. Não houve luta, eles simplesmente me informaram que o Livro me esperava ansioso. Era verdade, o sentia me chamar há vários dias. Consuelo foi detida, enquanto gritava meu nome pedindo ajuda. Ah! Pobre Consuelo! – Jan lamentou risonho. - Lembro-me de ter gargalhado e ter dito:
- Este é o preço por andar ao lado dos Deuses.


Continua...Cena do próximo capítulo...


Um fio de sangue surgiu em meu nariz. Fazia um grande esforço para manter Jan Kmam longe de minha mente e isso começava a causar danos.
-Minha cabeça dói... -gemi segurando-me na parede.
Bruce se preocupou, estava transtornada, cai ao chão e senti a mente vazia, a dor da traição de Jan Kmam ardia em meu peito. E solucei infeliz, abatida. E por fim gritei de dor segurando a cabeça com as duas mãos, enquanto me contorcia. Não ia conseguir voltar para casa e enfrentá-lo, precisava de tempo para pensar...
Bruce do meu lado tentava amparar-me, enquanto o empurrava confusa, a vista escurecia coberta por uma cortina de sangue. Perdia os sentidos.

sexta-feira, março 14, 2008

Notícias pela frente

Hell o pessoal,

Vi pelos comentários nos posts abaixo que estão todos ansiosos por mais trabalhos da Naza.
Podem ter certeza que a Nazarethe sabe dessa urgência de vocês e pensa nisso todos os dias.
Ela respeita muitos os fãs e tem um amor pelos personagens que criou que vocês não fazem idéia, quer dizer, fazem sim. :-) Essa série online é mais uma prova disso.

O que acontece é que negociação com editora é um processo demorado.
Acreditem. Quando você acha que vai, tá quase indo e aí não vai. Se formos divulgar tudo o que existe de possibilidade, corremos o risco de anunciar um fato e ele não se realizar.
Conta aí nessa demora o fato de a Nazarethe estar mudando de editora, o que atrasa o lançamento do Alma e Sangue 2.
Mas...
Ela quer ver o livro publicado o mais rápido possível e está batalhando isso com editoras, oks?
Não se preocupem.

E sem querer deixar ninguém mais ansioso ainda, além de continuações do Alma e Sangue também virão outros projetos por aí.

Abs, Eric Novello.

quarta-feira, março 12, 2008




Kara e Jan Kmam

Por

Nazarethe Fonseca

Todos os direitos reservados a Autora®


Capítulo IX - A Febre do Sangue.



Otávio pressentiu o perigo. E sozinho, voltou ao apartamento de Jan Kmam. A porta estava entreaberta, Otávio entrou e sentiu a presença de seu ex-pupilo. Ele estava sentado no escuro, às pernas flexionadas, a mão no queixo, o anel de safira cintilando na escuridão como seus olhos. Matou com ferocidade, em seus lábios ainda havia sangue de suas vitimas. Os cabelos estavam soltos à camisa respingada de sangue. Não se moveu ao ver Otávio sentar-se a sua frente. O olhar escuro perdido no vazio, mas cheio de um toque maligno, frio.
- O que pensa que esta fazendo?
- Vá embora. - murmurou em resposta.
- Não se comporte como uma maldita criatura mortal, não fica bem em sua posição de favorito do rei.
- Apenas deixe-me Otávio. – pediu muito baixo, a voz desumana.
Otávio levou os dedos às temporãs. E se preparou para o pior. Jan Kmam era um vampiro especial, o que mais perto chegou do rei dos vampiros. O seu favorito, mas tal condição o fragilizava.
- Não se deixe levar pelo desespero,Kara vai aparecer mais cedo ou mais tarde. -Otávio tentanva fazer com que Jan falasse. - Em 1720 eu recebi uma carta de Togo.
Otávio começou jogando como podia, afinal era a lucidez de Jan Kmam que estava em jogo. Ele fitou seu corpo e viu os sinais da “febre”. O corpo tenso, as unhas de seus dedos um tanto maiores, a face cada vez mais cruel, diabólica.
- Você deve saber do que se trata. – Otávio insistia.
- Ele pediu que viesse verificar os sinais?- Jan perguntou cínico.
- Togo não manda avisos, ele executa ordens.
- Mande que venham as Sentinelas, posso aceitar as suspeitas dele, não as suas. –falou e sua voz soou menos selvagem.
- Togo não me deu detalhes. Mas o meu dever como seu criador é observar.
- Pedi sigilo, ele somente atendeu nada mais. –Jan disse completamente mudado, como se a fera o houvesse abandonado.
- Gostaria de ouvir de sua boa o que ocorreu.O que Togo, e o próprio Ariel esconderam de mim todos estes anos.
- Eles fizeram bem em esconder. Não fiz nada que tenha orgulho, tento esquecer todas as noites. Foi vergonhoso. – Jan admitiu infeliz. - Foi em 1710, faltava somente cinco anos para a morte de Luis XIV, ele tinha setenta e dois anos na época e sua preocupação era a sucessão, afinal todos os seus filhos e netos haviam morrido. Mas ele continuava um caçador, Versalhes ainda mantinha seu brilho. E apesar de um pequeno declínio, a França continuava a ser uma grande potencia. As classes sociais se mantinham inalteráveis. E para evitar o tédio, a saudade, ocupar o tempo, freqüentava bailes. - falava com tranqüilidade. - Foi onde a revi. Reconheci de imediato o agitar do leque, o pescoço esguio, a boca de botão. – Jan falou sem receio. Mas pelo menos ele falava e se libertava do mutismo que só o levaria a febre. - Estava numa roda de mortais, sozinha, entediada, e sorriu mais do que satisfeita ao sentir minha aproximação. Afastamos-nos dos mortais e começamos a conversar animadamente. Falávamos de você, do Conselho, a até mesmo, a ouvi citar o nome do rei com certa reserva. Ficou encantada com o anel de favorito em meu dedo. Não tinha muitos amigos, agora compreendo o motivo. - Kmam disse fitando Otávio atento. - Não demorou muito para começarmos a sair juntos. Teatro, bailes, festas suspeitas, duelos. Consuelo sempre sabia onde havia uma festa, ou uma disputa. Era avessa a leitura, costumava tirar os livros de minhas mãos e me puxava para rua. Excitante, destemida, sedutora, uma predadora selvagem. Confessou-me, que ficou em Paris após o Conselho com esperança de reconquistá-lo Otávio, mas que você recusou a todos os seus convites.
- De fato. Rejeitei todas as suas investidas, você sequer percebeu. - Otávio falou distraidamente. - Acredita que teria sido diferente de o houvesse avisado? -Otávio quis saber.
- Não - Kmam garantiu. - Sentia-me solitário, inquieto, melancólico. E noites depois me tornei selvagem. Por certo éramos primeiros sintomas da “febre”, me tirando a razão, a calma. - notou o olhar de Otávio sobre si e afirmou. - Não, não revelei o fato à “Kara”. Não é necessário, naqueles dias era mortal, sequer saberia o motivo.
- Vergonha? - Otávio insistiu. – Ou medo de que ela condene sua ligação passada com Consuelo.
- Talvez os dois. Gosto da confiança que ela deposita em mim, vê-me como algo indestrutível, poderoso. – confessou - É, foi vergonha, receio de seu julgamento. - confessou por fim. - E falar de Consuelo, nossa “relação” custaria muito de meu orgulho, ela é tão... - faltou palavra.
- É! Ela é. - Otávio completou risonho.
- Vê-la foi consolador. Era imortal, bela, sedutora foi muito fácil ceder aos seus encantos. Após um ano de convivência intima com Consuelo, a acompanhando em suas “aventuras”, Togo surgiu a minha porta. Uma visita amigável, segundo ele, a principio falamos de tudo menos de Consuelo. Mas certamente o meu comportamento levou Togo a completar sua missão.
Togo não revelou os acontecimentos de seu passado com Consuelo. – Jan disse fitando Otávio atento, curioso. - Mas deixou bem claro que Consuelo trazia prazeres e problemas aos que se rendiam a ela. Confesso que fiquei curioso, esbocei uma carta para você, mas desisti. Estava com mais de cem anos deveria saber julgar o melhor e o pior. – declarou - Consuelo notou minhas reservas e recusas, comentei da visita de Togo. Ela nada perguntou, mas se ofendeu com minhas perguntas e simplesmente sumiu. A procurei e lhe pedi desculpas com um lindo colar feito de ônix. Uma de suas pedras favoritas. Ficou encantada. -Amantes? -Sim. – Apaixonados? - Não. Consuelo me consumia, encantava com sua independência e submissão... Fazia com que me sentisse poderoso. Nossos encontros eram intensos, fortes. Uma mistura de paraíso e inferno. Rasgava-lhe a roupa, a trazia para os meus braços pelos cabelos. Loucuras!
- Exatamente. - Otávio assegurou - Consuelo tem esse dom de nos levar ao paraíso e depois nos jogar no mais profundo e negro dos infernos.


Continua...
Cena do próximo capítulo...


Torturei e matei por prazer, no começo despertava cheio de culpa, todavia, estava nas mãos de Consuelo, da febre. E quando a fome chegava perdia a consciência, sucumbia a febre. A culpa, o medo sumiram, só restou a besta. Mantinha escravas de sangue, que logo descartava, sequer saia de casa. Bastava descer ao porão e escolher.

domingo, março 02, 2008



Kara e Jan Kmam
Por
Nazarethe Fonseca

Todos os direitos reservados a Autora®

Capítulo VIII - O Que Todos Fazem.

Asti entrou no apartamento e foi direto para o quarto. Evitava Otávio, fugia de uma conversa inevitável. No entanto, ele sabia esperar para falar-lhe, ou melhor, censurá-la. Enquanto esperava vagou pela sala ricamente decorada, pensando no melhor modo de falar com Asti. Ela foi longe demais, passou por cima da autoridade de Jan Kmam dando a Kara conhecimento proibido. Prova disso, era o uso abusivo de tal poder, algo que poderia ter conseqüências desastrosas para sua mente, ela corria perigo. Ele sabia disso, talvez por este motivo se angustiasse ainda mais.
Omitir a verdade de Kara lhe custou à paz de espírito. E como seria diferente?-pensou Otávio esperando Asti. A presença de Kara na vida de Jan Kmam sempre representou problemas, dissabores, ela certamente deveria ser o que chamam de “Karma”.
Quando Asti surgiu na sala muito a vontade usando um sari negro, com os cabelos soltos. Otávio sentou no sofá e esperou que ela fizesse o mesmo, enquanto admirava sua beleza exótica, única, o perfume sempre doce que vinha de sua pele convidativa. Aquela mulher-vampiro parecia uma caixinha feita de ouro e prata, e cada vez que a abria descobria um novo tesouro, uma nova fragrância. Elegante, Asti sentou e fitou Otávio de modo lânguido e esperou por seus movimentos.
-Precisamos conversar.
Otávio começou carinhoso, afinal era daquele modo que pretendia levar a conversa. Asti andava muito voluntariosa nos últimos anos. A maior parte das conversas que tinham ultimamente terminava em discussão, algo que ele queria evitar. Estava saudoso de sua atenção, ela o evitava sem piedade.O que desconfiava ser influencia direta de Kara.
-Contando que o assunto não seja Jan Kmam e sua obsessão pela segurança de Kara.
-Asti. -começo delicadamente. -Você cometeu um erro e sabe disso.
-Kara queria um pouco de liberdade, Jan a vigia demais! -Asti justificou. -Perguntou se havia um modo de apenas ficar só com seus pensamentos por alguns momentos. E eu a ensinei como. -ela explicou tentando defender seu ato.
-Jan tem motivos para vigiar sua pupila, Asti. Não compete a nós interferir. O bloqueio é coisa para se ensinar a um pupilo de cinqüenta anos.
-Kara é diferente, ela não é igual a qualquer vampiro em sua idade. É mais forte, mais poderosa... Ela conseguiu bloquear Jan Kmam na primeira tentativa. -Asti disse com admiração.
-Sim. E isso faz dela um alvo fácil para qualquer vampiro interessado em destruir Jan Kmam. -Otávio deixou escapar aborrecimento.
-Jamais imaginei que ela fugiria... Ou que alguém pudesse fazer-lhe algo. -foi sincera. -Kara precisa de tempo para pensar nada mais...
-Ela fugiu Asti e isso pode custar a todos nós muito caro.
-Não tente me responsabilizar pelos erros de Jan Kmam.-Asti disse fria.-Se alguém esta pagando caro,este alguém é ele.
-Do que esta falando Asti?
-Não se faça de desentendido Otávio. -Asti disse ressentida. -Jan estava certamente com sua “aquisição”.-debochou.-Senti o cheiro dela em Jan há vários meses.Kara é poderosa,mas completamente inocente para os “hábitos” do seu amante.
-Espero que não tenha sido mademoiselle a tirar dela “inocência”. -Otávio cobrou aborrecido.
-Não. Não fui eu, mas certamente adoraria conhecer tal criatura para dar-lhe os parabéns. –Asti disse ficando de pé para sair da presença do amante.
Otávio a deteve e seus olhares se encontraram e havia neles reserva e tristeza. Asti não era mais a mesma, algo a inquietava.
-O que te inquieta?
-Jamais tive a inocência de Kara, mas conheço sua dor e cada vez a admiro mais. Ela é muito corajosa em fugir.
-O que percebo, é que, desde que Kara entrou em nossas vidas tornou-se um problema. Noto-a rebelde, distante de mim. E não duvido que seja sua influencia. -revelou seguro.
-Talvez sim, talvez não, o certo é que Kara jamais aceitara ser traída, enganada como tantas vezes me permiti ser. -a voz da vampira tremeu.
-Recuso-me a falar do passado em tal estado de ânimo senhora. -disse temendo ferir a amante um pouco mais. - Tudo que desejo é que volte para meus braços e deixe-me amá-la como sempre amei, completamente.
Otávio esta pronto a partir diante do silencio de Asti, mas ela o deteve junto à porta e beijou no rosto,e o abraçou murmurando:
-Eu o amo demais Otávio, só preciso aceitar que o que todos fazem.
Seus olhos escuros o tocaram, como uma doce carícia. Otávio se curvou para beijar a palma da mão delicada, perfumada, o rosto,a boca por fim a ergueu nos braços e caminhou rumo aos seus aposentos.Lá ficaram entre caricias e beijos mordidos.Alheios ao mundo lá fora onde Jan Kmam ainda estava longe de Kara a vampira.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Noticias

Meus queridos,

Estive um pouco ausente,mas ainda esta semana postarei mais um capitulo e darei noticias sobre edições proximas.Desculpem o sumiço.