quarta-feira, fevereiro 25, 2009

O Carnaval, a Televisão, o Ano e Um comenta Verde.


O mundo lentamente volta ao normal, após um feriado prolongado e festivo. O Carnaval não é uma de minhas festas preferidas. Não sei se tenho uma... Talvez a Páscoa.
O ano vai começar verdadeiramente agora, como diz um amigo meu:
“- Fevereiro é mês morto para a literatura” .
Ele está certíssimo. Viva a literatura que agora respira e anda. Meu feriado foi cheio de letras e tentei me concentrar no melhor, nas coisas que realmente tem peso na vida.
Não raro perder o foco pelo mesmo foco. Louco não? Mas real, estou tão absorvida nos meus objetivos que os perco. Voltar é complicado e nem sempre fácil. Geralmente com alguma dor volto ao eixo.
Centrada no que realmente tem de ser feito, volto às telas com idéias nem sempre novas, nada obstante, todas minhas. A maioria de relevância duvidosa, mas de entretenimento garantido.
Por aqui não lerão fatos jornalísticos, pequenas e grandes catástrofes, política e mercado financeiro.
Deixe isso para os telejornais. Os arautos das notícias ruins e raríssimas de boa qualidade. Radical? Um pouco, mas exibir nem sempre é resolver e agradar.
Globalizar não significou apaziguar. É somente um modo de aumentar a fofoca, agora canalizada por meio de fibra ótica. Prefiro não ver TV, ela tem seus momentos de puro terror e às vezes uns poucos de beleza. Prefiro selecionar, ao invés de aceitar o que o horário nobre quer me fazer engolir.
Os desfiles de Carnaval exibidos pela TV foram bonitos, eu soube. Eles foram vistos por muitos, divulgados e propagados.
O ano prossegue entre tarefas diárias e novos motivos para parar por aqui ou prosseguir. Você é quem vai decidir. O tempo come os dias de garfo e faca, e logo mastiga a folha de mais um mês.
Souberam que um cometa deslizou pelo céu esses dias? Poucos viram o cometa, pois havia muitas estrelas desfilando na Sapucaí. Soube que ele era verde. Seria um pedaço de Cripton? Sim, um pedaço do planeta do Super Homem. Falando nisso, onde ele está?
Lembre-se o tempo é seu, faça dele o que bem quiser.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Estou por ai!

Estou por ai, meio irritada com as coisas que sempre são lentas e se repetem, não liguem, esticar as cordas do violino para mim é um grande prazer.

Adoro quando ele me dá ouvidos e diz que sou o amor dele. Coisa rara, ele me dá amor em doses homeopáticas, de certo tem medo de uma super dosagem. Entendo pouco, mas sinto o bastante para saber que tudo vai ficar bem melhor.

Eu posso perder a razão, mas sempre está com ela. É egocentrismos querer que tudo funcione certo a sua volta?

Esqueça a filosofia, é coisa complicada, todos os filósofos que conheço estão de barbas brancas e carecas e já morreram. Acho que conheço pouca gente.

Minha mente foge sempre de mim, ela teme os caminhos que percorro sozinha, os melindres a que me disponho, às fantasias proibidas que sozinha vou tecendo como uma aranha. Ah! Não entre se tem medo do escuro.

O que não posso ter, eu possuo mentalmente. Encho páginas inteiras com delírios e taras... Manias, fetiches e desejos inconfessáveis. Às vezes me deixo ficar muito quieta, é preciso minha mente é uma arma perigosa.
Outro dia fiquei sentada e quando percebi já estava na esquina, vagando por uma cidade que conheço intimamente, mas que quero provar inteira. Descalça na beira da praia fitando ondas, sentindo o sal do mar sobre meus lábios.

Eu te visito em sonhos, te beijo e quando se meche inquieto eu espero. A paciência é um dom que conquisto com muito treino e amarada numa cadeira. Detalhe, eu prefiro correntes, as cordas eu já roí.

Estou por ai, se quer saber de verdade. Pois a localização é o que menos importa, se você tem a mente livre e a alma bem leve. Para que se faça entender, tudo que dá prazer é bem-vindo, desde que não faça mal a ninguém.
Eu realmente estou por ai, basta você prestar atenção.

sábado, fevereiro 14, 2009

Todos os dias.



Saio do trabalho e enquanto caminho até o ponto de ônibus começo a pensar. O trabalho ficou para trás, mas o tempo é tão curto e logo tudo passa. Desço na minha parada e enquanto caminho para casa vejo as coisas de sempre, minha mente se anima e começa a escrever sem mim.

Posso ouvir as palavras e não há como copiar nada, pois estou caminhando, eu sequer cheguei. Preciso de um banho, comer.

Ligo o computador e vejo e-mails, coisas a fazer e no banho o texto continua na minha cabeça, as cores da noite, o toque da água. Tudo tão nítido, mas não posso escrever está tudo molhado.

Enquanto como penso em coisas que o silencio não permite, a TV me mostra coisas que realmente me silenciam até o coração. Fujo para um mundo melhor, meu mundo. Mas o que sou, está clamando por espaço não só no papel.

Minha vida muda devagar e às vezes tenho de empurrar. Puxar, e exigir que este relógio invisível se mova. Tempo, mais tempo. Para que? Por quê?

O papel se enche de letras, a tela também e minha mente silencia. Busco o jardim e descalça só sinto as formigas me mordendo. A lua está linda, o jardim na escuridão é um mundo encantador.

Sento no banco de madeira e me pergunto até onde a mente vai sozinha. E quando o vento balança as roseiras e elas me fazem entender que estou em casa. Quero companhia, seus braços, minha mente fala novamente e posso ouvir seu nome. Ver seu rosto e não quero escrever, eu agora posso, mas não quero falar de tristeza. Só sinto o cheiro que sempre está comigo.

A grama esta úmida e fresca, deito no chão e fito as estrelas, o tempo esta passando as nuvens passeiam suaves, lentamente e a minha volta só existe o que sempre existiu, a solidão.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

O Raptor de Almas.



Por
Nazarethe Fonseca
Todos os direitos reservados à autora®

Hoje quero me reinventar,
Preciso de novas emoções, algo que faça meu sangue frio ferver.
Se é, que me entende?

À noite me acompanha há tantos séculos...
E mesmo assim sua luz ainda consegue me dar prazer.
Ela me mostra o caminho até minhas vítimas.
A noite dorme comigo, somos amantes.
E é sob seu olhar que faço o sangue verter.

Belos, fortes, inocentes e culpados.
Sangue é tudo que importa.
Sob meus lábios vi muitas vidas quanto às sugava ávido.
Elas corriam para dentro de minhas veias,
Cheias de imagens e revelações.
E fizera-me compreender que não era o único demônio sob a face da terra.
A dor de muitos me fez chorar sangue.

Meu paladar está mudado e eu só desejo matar minha sede.
Reanimar meu corpo morto, manter a minha alma viva.
Os meus desejos estão mais intensos e tudo perece sob meus lábios.
A carne pode ser firme, mas eu a farei tremer sob minha língua perversa.
Gosto de quase tudo, inclusive de ouvir sussurros.
Não gosto de lágrimas ou gritos, mas posso muito bem tolerar que se debatam.
Eu posso conter todos debaixo de minhas presas.
Debaixo de um olhar suave, um beijo mordido.
E tudo termina dentro de meu coração.
Fazendo-me compreender que sou um ser feito de fome.
Eu desejo mais do que possuo, mas eu posso ter tudo que desejar.

Eu já devorei um mundo inteiro e continuo impune.
Claro, já tentaram me ferir...
Mas também feri.
O sabor do sangue de minhas vítimas mudou.
Ele tem gosto de passado e dor.
Eu quero saber por que você me teme.
Acredite, meu sorriso é pontudo, meu coração não bate.
Mas eu posso te amar infinitamente.
Os meus beijos são únicos e quanto tocar minha pele, será tarde demais.
Sou imortal, mas o seu sangue faz de mim o que sou.
Um raptor de almas.

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Casos raros...



Uma vez ou outra a vida exibe seus melhores atributos, a natureza liberta aos nossos olhos os seus melhores espécimes.

Rachel Brice é um caso raro de originalidade, beleza. Dançarina, encantadora, misteriosa, atemporal.

Surgiu aos olhos do mundo em 2003, através do empresário Miles Copeland. Suas roupas tem uma característica única, extravagantes,antigas, envelhecidas como se ela houvesse saído de um harém.

Ver Rachel dançar é mergulhar em um mundo raro e cheio de significância que ela recussitou. Confesso, fiquei impressionada e dançei junto com ela.E tudo que queria era dançar mais e mais.

Sou fã assumida da dança do ventre, algo digno de nossos corpos femininos. Pés descalços girando, braços e colo, seios, pernas amostra, quadris em movimento, movendo-se ao som do Nay, Kanoum, Deholla e meu preferido o Alaúde.

Ela dança ao som das percussões tradicionais árabes, mas elas mudam e se tornam elétricas, ao estilo noise music.

A dança do ventre nos faz despertar para a mulher interior que esta enjaulada, mascarada, mas pronta a se mostrar bela e leve,dançarina,fêmea.

Suas roupas são extravagantes e bem diferentes das tradicionais, mas isso só acrescenta mais exotismo e sensualidade. Movimentos sensuais, sinuosos. Não raro vermos serpentes, enquanto ela dança.

Rachel é linda, quase vampira, imortal, pois conseguiu ser única.

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

A minha espera.



Sofro de uma doença sem cura, ansiedade. Já fizeram musicas sobre a ansiedade. Se pode tomar remédio controlado, mas minha cura esta longe das notas musicais e mais ainda das prateleiras das farmácias.
Estou grávida! E de gêmeos, dois lindos meninos, um chama Alma I, e o outro Alma e Sangue II. Uma gestão longa e dolorosa,de risco alguns disseram,mas eu sou teimosa e os mantive.
Sou mãe solteira, engravidei por amor. Fiz de cada momento único, os espero como já afirmei, ansiosamente. Bordei,tricotei, costurei e visitei vários médicos, mas minha espera é normal dizem alguns amigos mais próximos.
A paciência tornou-se meu maior dom, mas minha ansiedade é forte, aguda. Os sinto chutar,são bastante ativos. Tenho suspeita de que são meninos.
Serão muito independentes e sortudos, tenho certeza, serão bem recebidos por todos os que os esperam.
Sinto-me uma mãe elefanta e na cadeira de balanço com minha grande barriga os espero pacientemente, nem tanto, já tive meus momentos, meus desmaios, e ate internamentos. Arrependimentos? Sim alguns, mas jamais tentei matá-lo.
Senti-me sozinha, desprotegida, chorei, dizem que são os hormônios. E, confesso, em alguns momentos me desesperei. Ser mãe solteira não é fácil, não no meu estado.
Em alguns momentos tive receio de perder um deles. Mas a fé move montanhas e quem sabe o universo. Mas quando se espera, como eu esperei, aprende-se que as lágrimas secam, a dor passa e o que fica são as vitorias.
Minha barriga ainda está aqui, mas hoje, me sinto um pouco mais tranqüila, claro, é um estado delicado e por vezes inquietante, cheio de etapas e ansiedade.
Entretanto, breve, muito breve, darei a luz aos meus filhos.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Beijos mordidos,Sempre!

(Foto gentilmente cedida por Keite Bitencourt)


Lembro do sonho, das anotações, de como tudo foi tomando forma e cor. Juntando-se como uma espécie de quebra-cabeça, que hoje é um livro.

A velha máquina Olivetti fazendo um barulho tremendo! E depois de muito chão veio a edição. Lembro de ficar com ele nos meus braços, dormir com ele sob o travesseiro.

Era tão lindo!A capa,o cheiro, todas as minhas idéias e sonhos ali reunidos. Podia ler deitada, sentada, no ônibus, emprestar...Um livro!

Dentro do livro Kara e Kmam sempre perto e longe, felizes e tristes, amor e mais amor. Um caldeirão de emoções e todo um mundo de coisas para desvendar!

Personagens surgindo e tomando forma. Falando em meus ouvidos, quase saltando do papel. Na vitrine da livraria!Nossa eu fiquei boba vendo ele lá entre tantos outros,do lado de autores consagrados...Meu bebê!

Os e-mails dos fãs chegando, suas impressões, suas queixas, seus pedidos. E claro, suas reclamações. "Kmam é paciente demais com Kara" "Kara é muito chata com Kmam".

Hoje me habituei a sonhar, a ver todas as noites um novo quebra-cabeça ser montado diante de meus olhos. Foi um longo caminho, não foi fácil, mas quem disse que seria?

Sonhos tornam-se desejos e são para serem conquistados. E assim fiz, sem saber, sem perceber. Batalhas pequenas e grandes. Vitórias e derrotas, lágrimas, inimigos, humilhações, injustiças, sorte. Espera e esperança,continuar caminhando,lutando, mesmo quando o caminho pareceu findar num precipício.

Bem, ai surgiram os anjos!Eles me levaram para o outro lado do abismo e me ensinaram a voar. E eu continuei caminhando e eventualmente usando “asas postiças”.

Não, o caminho não chegou ao fim, ele apenas esta no principio. Mas sempre que penso em desistir algo acontece e eu continuo. Prova disso a foto sobre o texto.

O nome dessa jovem concentrada na leitura é Keite Bitencourt. Ela me trouxe sorte e força para continuar. Antes dela um querido amigo disse:

“-Você não pode desistir.Não agora que começou a caminhar”.
Ele tem razão.

Beijos Mordidos!

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Vampirada solta!


Não sei se chegaram a ver, mas ontem estava passando quase ao mesmo tempo “Entrevista Com o Vampiro” na WB e um pouco mais tarde “Fome de Viver” na TCM. Larguei o computador, fiz uma bacia de pipoca e fui para sala.
Foi uma delicia, mas confesso cortaram cenas da Entrevista,ou melhor, borraram as cenas,tosco!Para que isso! Era tarde!Mas assisti claro, eu conheço o filme todo, até as falas, acho que já vi mil vezes.
Quem foi que conseguiu não repetir a frase que ficou celebre quando Claudia (vampirinha) diz:
“-Eu quero mais”.
Estou meio que de férias de minha mente. Mas breve ela volta, é somente aquela coisa “o ano começou agora”.
Sábado tem capitulo novo de Bruce,só não sei a hora que vou postar,pois tenho umas pendências.
Música!Estou gamada no Raphael,uma música mais linda do que a outra.Minha ultima favorita, http://br.youtube.com/watch?v=5Hk44Ihjdto é bem legal.

Vou indo, os olhos pedem escuridão.

Beijos mordidos.

domingo, janeiro 11, 2009

Coração



Ninguém nota, mas às vezes me magôo em silêncio. Desfaço, sorriu e me desculpo. São as palavras, elas têm um estranho poder de ferir e de alegrar. Ultimamente elas somente me ferem. Fazendo-me sentir frio no coração.
Já o ouvi estalando, é o gelo ficando mais duro, um dia ele vai parar de bater. E meu coração em mil pedaços vai se despedaçar.
Eu não conheço limites. Só a dor que me faz chorar em segredo. Sou um cavalo selvagem correndo sem freio e no meu caminho só há campo aberto.
Muitos me acreditam louca e sem razão, uma criança sem senso. Uma mulher num quadro que ninguém pode tocar. Eu sou apenas alguém que sente frio no coração. Amo as pessoas e por elas sou capaz de tudo.
Mais com o coração frio eu não consigo parar de correr e as palavras me ferem. Elas vêem de todos os lados e me fazem correr.
Espero demais e confio em demasia e quando penso que sou, já não existo e mais uma vez me expulsão de suas vidas com palavras educadas e cruéis.
Não pertenço a ninguém e não sou de lugar nenhum. Estou só correndo pelo campo e meu coração sente frio.
Em fuga não escuto as palavras, só meu coração batendo cada vez mais devagar. Aos poucos deixo de acreditar de sentir. Não posso parar e novamente acreditar.
Só me resta correr sem rédeas com o cabelo ao vento. O vento seca as lágrimas e disfarça os olhos vermelhos.
Não posso parar meu coração está frio,vai se despedaçar.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Tempo



Jamais o contei. Ele não merece credito, passa silenciosamente, e leva o nosso melhor. A juventude, os amores, a beleza, a sanidade.


Imortal e cruel, dono de gestos absurdos de contemplação fria a tudo e a todos.
Ele, o tempo, nos conduz e envolve dia após dias.

Em um gestual suave, dançante envolvente. Ele que tudo já viu e foi testemunha muda, esta tão perto e tão longe. Mantendo mistérios, segredos, o futuro a corretado, sequestrado de nossa observação.

A ele meu brinde,meu agradecimento tardio e melancólico.
Sou tudo que já existiu e foi celebrado, sou o passado que o tempo abandonou e hoje só vive na memória dos que me amaram e comigo viveram intensamente.

-Feliz 2009!

quinta-feira, dezembro 25, 2008

Uma Noite Especial



-Sabe que dia é hoje?-Kara perguntou fitando a noite lá fora,a alegria nas ruas.
-Sim,Natal.-Jan respondeu lendo o jornal “Le monde”.-Quer sair um pouco,ver os fogos a meia noite?
Jan Kmam a notava melancólica há dias, o mês de dezembro sequer havia começado e a viu numa vitrine olhando os enfeites, fitando as árvores de Natal decoradas. Era seu primeiro Natal como vampira.
Resolveu nada comentar, não fez nenhuma observação a deixou livre para escolher o que realmente desejava fazer. Ela precisava dar o primeiro passo, tinha a escolha de participar ou simplesmente excluir-se. Jan Kmam esperou dando liberdade, não iria forçar seu desenvolvimento, não ele, que tantos anos caminhou sozinho, dentro da escuridão da cidade somente observando o mundo inteiro comemorar em meio a familiares, amigos. Não pertencia mais ao mundo dos mortais, porque deveria imitar-lhe os gestos?
Dentro da imortalidade somente fica a solidão, as noites intermináveis, aquela era somente mais uma. Para ele que a viu de todas as cores e formas, o que importava era ter sua mão para segurar entre as suas, poder dançar abraçado a ela, ouvi-la sorri, esta perto quando a manhã chegasse. Ele não estava mais sozinha, podia esperar mais um ano ao seu lado,podia viver eternamente ao lado da vampira que amava.
-Podemos?
-Claro que podemos, nós podemos quase tudo. -disse olhando-a melancólica, quieta. -Tenho algo para você. -disse rendendo-se, afinal a amava e para vê-la feliz fazia qualquer coisa,até mesmo preparar-se para o Natal.
Jan soltou o jornal e foi para a biblioteca e quando retornou trazia uma caixa nas mãos. Depositou a caixa no chão e viu Kara aproximar-se, assim que abriu a viu sorrir.A caixa estava cheia de enfeites de Natal,até mesmo uma árvore para montar.Kara o abraço e beijo longamente e começou a fazer o que sempre fez,o que certamente demoraria a deixar para trás,agiu como uma mortal,enfeitou o apartamento,enquanto Jan a ajuda vendo-a quase renascida,feliz.
Quando a árvore estava completamente decorada Kara a olhou, as luzes pequeninas e sorriu tristemente. Jan Kmam a abraçou e, pois a estrela no alto.Ficaram olhando-a por um longo tempo abraçados.
-Eu sei que tirei muito de você Kara,mas eu não poderia permitir que morresse,eu te amo demais,não suportaria novamente te perder,fui egoísta...
-Eu não me arrependo, eu te amo tanto. Por favor, Jan...Entenda ainda sinto falta de tantas coisas...
-Jamais senti arrependimento em seu coração. Tudo que sinto é o seu amor me rodeando,me cobrindo como um grande coberto de retalhos,onde cada um dele é um momento único entre nós dois.-afirmou acariciando seus cabelos cacheados.-Eu compreendo o que sinto,pois também me senti deste modo.
-Não quero perder esses momentos, quero tê-los com você e não me importa que isso seja mortal e tolo.-ela segurou o rosto de Jan Kmam e prosseguiu.-Os valorizo,acho que sempre valorizarei, porque todos eles, estes doces momentos nos pertencem. Não vou me excluir do mundo porque me tornei imortal, o mundo agora me pertence e eu o sinto completamente.-dizendo isso o abraçou forte.
-Quando a trouxe para a imortalidade eu imaginei que era especial,mas jamais sonhei que me fizesse sentir novamente humano.Mas veja só,você conseguiu.-dizendo isso a beijo longamente.
-Escute.-Kara pediu pondo sua mão no peito do amante.-Ele esta batendo assim como o meu,é amor.-disse apertando-o nos braços,escondendo o rosto no seu pescoço,nos seus cabelos soltos.-Te amo demais para lamentar o que perdi,só quero entender,aprender.
-Quero que feche os olhos e me espere bem aqui.-Jan pediu junto ao seu ouvido.-Tenho algo para te dar.
Jan se afastou e sumiu dentro do quarto.Kara aguardava junto a árvore de olhos fechados,impaciente,querendo abri-los,tentando descobrir o que seria.
-Jan?
-Espere Kara, não abra os olhos.-pediu aproximando-se devagar.
-O que é? Vamos diga. -pediu risonha.
-Estenda as mãos e segure com cuidado e abra os olhos. - Jan explicou.
Kara segurou o objeto com cuidado e abriu os olhos. Ali entre seus dedos, uma caixinha de música, dentro dela um casal vestido ricamente, como a séculos atrás, protegidos, cobertos pela frágil camada de vidro. Ela girou a pequena manivela e logo a música deles tocava suave enquanto o pequenino casal se movia mecanicamente.
-É linda, Jan.-Kara falou beijando seu rosto emocionada.
-Somos nós dois. -disse segurando-a junto com Kara.-Sempre estaremos assim juntos, felizes, dançando.Dentro de nosso mundo.
-Tenho algo para te também. -ela dizendo isso pegou um saquinho de veludo do bolso e passou a suas mãos.-Não sabia se poderia te pedir que usasse.-falou timidamente.-Espero que goste,que caiba.
Jan Kmam despejou o conteúdo na palma da mão e viu a bela aliança e sorriu emocionado. Kara pegou a aliança feita de prata e ouro e olhando dentro de seus olhos de turquesa e tentou a colocar no dedo médio de Jan,mas não deu,ele sorriu e estendeu o dedo mindinho.A aliança ficou perfeita,Kara beijou-lhe a mão e imediatamente ele a enlaçou nos braços e a beijou longa e apaixonadamente,enquanto ela retribuía,murmurando o quanto o amava,ouvindo seu coração batendo forte de encontro ao seu peito delicado.
-Jamais vou tirar. -ele disse beijando a aliança,e finalmente a mão de Kara onde repousava a aliança que ele lhe presenteou meses atrás.-Dance comigo.-pediu suave.
-Sempre.-Kara murmurou pondo a caixinha de música sobre a mesa,para que juntos pudessem dançar.
Sorriam felizes, enamorados, enquanto a música suave e delicada os conduzia, mas eles ouviam uma musica mais forte e mais alta, a do som de seus corações apaixonados, felizes. Enquanto bailavam o relógio anunciou a meia noite e lá fora além da janela os fogos iluminaram o céu de Paris.
-Feliz Natal Kara.
-Feliz Natal Jan Kmam.
Abraçados ficaram diante da janela viram a noite encher-se de cores e luzes, mesmo ali eles podiam ouvir os sinos de Notre Dame anunciando por mais uma vez em quase dois mil anos o nascimento do filho de Deus.

sábado, dezembro 13, 2008

Conte os dias


Conte para mim. Devagar, nos dedos, nos muitos séculos que viveu.Conte as estrelas dos céus que viu enquanto bebia o vinho da vida.

Nas moedas, nas muitas rainhas que viu. Dentro dos incontáveis dias de sangue e glorias das guerras que arrastaram os homens para a ruína e a morte.

Conte para mim quanto tempo faz. Devagar, dos dedos quantos beijos meu dedo, quantas vezes renasci.

No oceano tem mais caminhos que na terra. E tudo é brisa salgada quando se chova de solidão. Haverá menos dias para contar, menos coisas para lamentar e esperar, eu creio.

Estou dentro do tempo, da brisa que toca sua face e quando você resolve me olhar eu posso sentir que a eternidade não pode, não deve ser jamais contada.

Nos dedos da mão, nas estrelas do seu, nos desejos que guardo dentro de minha alma. Nos sorrisos que me dá,nos sussurros que ouvirei.

Conte meu amor,falta pouco.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Noite bela.



Dentro das horas do dia eu não te sinto, eu não te vejo com exatidão. Não te escuto batendo dentro do meu coração. Sinto seu amor me beijar no rosto, acariciar meus cabelos. Abraçar-me e depositar beijos sobre minha garganta.
Despercebida sigo muda, dentro de meus abismos. Perdida dentro do que tem, do que precisa ser feito.
O dia passar e se arrasta, correr, ou simplesmente desliza pelo relógio morno. E quando a noite me percebe e eu percebo a noite, a escuridão suave do dia que morre lento por escolha e prazer.
Lá fora tudo é beleza e suavidade e eu sinto você despertar. Escuto-te sussurrar nos meus ouvidos... Abraçar-me.

-Estou aqui por você.-sussurrando.
-Então fiquei.-de olhos fechados.
-Para sempre.-roçando os lábios no pescoço.
-Sim.Para sempre.-lábios se tocando.


O resto é silêncio e paixão.

sábado, dezembro 06, 2008

Alma & Sangue



Ola! Meus queridos,
Hoje recebi uma bela homenagem ao livro Alma & Sangue, ela foi feita por uma fã,Adrianna.
Abaixo segue seu lindo recadinho. O blog dela é lindissímo,vale a visita.Apareçam por lá e deixem seus comentarios.Obrigada Adrianna pelo carinho,Alma &Sangue só tem a agradeçer e a oferecer,em breve,muito breve.
Por Adrianna.


Alma e Sangue


O despertar do Vampiro


Nazareth Fonseca!


Aqui um singelo texto de um livro excepcional.


Personagens além de lindos (Ariel o/)


Bem estruturados, com suas neuras e suas paixões.


Personalidades todas muito fortes.


Coisas muito boas no livro:


As descrições dos olhares...


A personalidade do Jan...


A estrutura da história, as tramas...


O amor e o ódio...Coisas apenas boas:


A irritabilidade que nos causa a Kara...


A pouca participação do Ariel... ;)


As vezes a história enrola um pouco até chegar num ponto chave...


Mas sinceramente, adorei!


Nazareth é uma escritora brasileira...


E tenho de admitir que passar a história em São Luis foi uma criatividade e tanto.


Vale a pena comprar, ler e devorar o livro.


Consegui me transportar para o universo do livro...


E ainda estou esperando uma visita amistosa do Ariel.;)


Parabéns para a Autora do Livro.


Merecidademente!vide os blogs da autora:






AGRADECIMENTOS MUITO ESPECIAISA MARILIA RITA BACHIEGA =)


LIAHHTHE BESTOBRIGADA POR APRESENTAR ESSA OBRA MAGNIFICA

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Estranha conhecida.


Caminho entre os homens desde que o mundo era somente feito de paraíso.Estou entre os seus mortos, com seus inimigos, e até mesmo com seus amores.
Levei muitos ao delírio, alguns ao desespero,a contemplação. Amei outros e matei diversos. Sorri e chorei em meio a guerras e injustas e esperei que os mortais se destruíssem, eu não preciso fazer muito. Basta esperar para fazer minha colheita.
No ar, na terra ou no mar eu caminho e completo os dias e as noites. No final todos me seguem, ou os levo com um puxão.
O tempo me faz companhia, mas devo confessar, vivo só dentro de abismos de silêncio e lagrimas.
Preciso de tempo para esperar e escolher o melhor modo. Tenho modos sofisticados e às vezes extremos. Nada posso fazer esta é minha missão.
Muitos me temem, outros fingem que não existo até que apareço e os convenço de minha presença em sua vida.
Raríssimas vezes eu sou desejada e em casos muito especiais sou convidada, mas me apresento solidaria, piedosa.
Você escolhe como eu apenas te conduzo, o certo é, que você não vai precisar chamar muito por mim. Eu saberei o momento certo de me apresentar.
Todavia se achar necessário me chamar, minha alcunha é uma só, morte.

domingo, novembro 30, 2008

Amor Silencioso


Por
Nazarethe Fonseca
Todos os direitos reservados a Autora®

Dentro de meu mundo existem grandes silêncios. Horas inteiras dessa bruma desconhecida e fatal, o silêncio. Ele me arrasta como um amante selvagem e me toma por inteira.
Deixo-me levar submissa e permaneço quieta em seus braços. Assim penso e divago muda, lábios serrados por seu beijo. Que mais parece uma caricia de gelo.
O tempo desliza pelas janelas, por praças e lugares convidativos ao passeio, ao amor. Enquanto movo os olhos, as pálpebras, mas meus lábios continuam presos por seus lábios de ferro.Nada tenho a dizer, quero somente permanecer quieta.Sinto meu corpo pesado, não é tensão é somente um estado profundo de inércia produtiva, afinal minha mente não descansa.
Preciso desse amante quase opressor, destas horas solitárias que me jogam dentro da escrita, dentro desse encontro quase religioso e excitante. Necessito do tempo estendendo-se manso, pesado, úmido, quente, abafadiço, ensolarado. Das noites mornas nas quais levanto-me para escrever, para chorar, para esquecer.Caminho pelo jardim, enquanto o mundo está mergulhado em silêncio e sono.Sou um fantasma, sou um vulto silencioso.
A grama está úmida, fria, cães latem, gatos miam e deslizam pelos muros senhores de si.Tigres pequenos, leões, leoas.
Eu tenho fome de algo, mas do que será?
Não quero comer, quero somente engolir minha língua enquanto minha cabeça continua trabalhando incansavelmente. Minhas mãos doem e querem a caneta, estou farta. Farta de escrever para ler sozinha dentro das sombras. Estou farta de escrever, estou cansada, estou com fome. Mas de quê?
Talvez do silêncio que me oprime, me massacra, não consigo falar com ninguém.
Você me teme, reluta e me joga no silêncio das palavras, no vicio de um prazer que só alimenta minha fome.
Estou em silêncio porque não posso jurar-te amor. O papel é nosso leito e as palavras o ato. E em cada sentença tudo que se lê dentro do silêncio é o nosso amor.

segunda-feira, novembro 24, 2008

Vampiros, sempre Vampiros!



Vamos lá,


Desde Drácula o mundo passou a conhecer a sede de sangue de um vampiro. Ele não foi o primeiro,mas é certamente conhecido,mas desde que Bran Stocker publicou o romance muita coisa mudou e sobre a face do mundo muitos outros surgiram.

Os Vampiros atuais podem ser cantores de rock como Lestat na visão de Anne Rice,em o Vampiro Lestat. Ou simplesmente matar seus inimigos na ponta da espada como Jan Kmam, em Alma e Sangue,vestir jeans e freqüentar escola como Edward Cullen. Opa!

O mundo mudou mesmo! Mas eles,os vampiros, continuam charmosos e conquistando nossa atenção.


Prova disso o fenômeno mundial “Crepúsculo” da escritora Stephenie Meyer.
Os olhos do mundo estão voltados para tais vampiros e os de Natal também. Prova disso um grupo de jovens animadíssimas que estão reunidas em torno dessa paixão milenar, vampiros. Não é por nada mais Edward é um gato! Mas voltemos às meninas... Riso!

Os encontros são para trocar idéias, ler o livro, e continuar suspirando, enquanto o terceiro livro da série não chega às prateleiras das livrarias. Elas se reúnem e fazem sorteios de brindes, e falam e falam sobre Bella Swan e Edward Cullen.Elas conhecem cada detalhe do livro.
Se não estou enganada as organizadoras Jú, Mika, Pri, Gabi, Bee e serena
. Elas têm uma comunidade no Orkut, Twilight (Crepúsculo) / RN.




O primeiro encontro reuniu uma galera super animada na livraria Siciliano, lá estavam todos vestindo a camiseta com a capa do livro. Que lindas!
Já o segundo encontro foi mais informal, e aconteceu no sabado dia 22/11/2008 no Parque das Dunas, mas de igual qualidade. E com sorteios de senhas para o filme tem estréia prevista para 19 de dezembro no Brasil.
Olha os ganhadores!
Nossa! Você não sabe do que estou falando?Deixe eu te enturmar:


“Twilight” conta a história de Bella Swan (Kristen Stewart), uma adolescente introspectiva que se muda da ensolarada Phoenix para a chuvosa cidade de Forks, para viver com seu pai divorciado. Na sua nova escola, ela inicia um romance sobrenatural com o distante Edward Cullen (Robert Pattinson), parte de uma família de vampiros eternamente jovens, que lutam contra a própria natureza ao evitar alimentarem-se de seres humanos.

Se não leu, leia,você não vai se arrepender.


Beijos Mordidos,sempre.


domingo, novembro 23, 2008

Silêncio e Escuridão.

Às vezes quando o silêncio cobre o mundo com a permissão da noite. Você pode vê-los. Caminham sozinhos, ou acompanhados. Eles vivem há séculos, já nos viram morrer e viver mil vidas.
Basta deixar a noite te tocar para que você possa vê-los. São belos, como os Deuses antigos seriam, mas são cruéis, famintos. Cuidado, enquanto os admira, não acenda velas na janela, eles entendem como um convite.
Gostam de nos observar, gostam de nós tocar a pele ainda viva e quente. Eles apreciam o nosso sangue.
Somos o que jamais voltaram a ser, muitos nos odeiam, muitos nos amam, mas todos querem nosso sangue.
O convite é irrecusável, mas lembre-se se os seguir pode não voltar,ou ver novamente a luz do sol.É um caminho sem volta,uma escolha para toda a eternidade.
Então quando o silencio cobrir a noite, com a permissão da escuridão, tenham cuidado, eles podem nos ver também.

segunda-feira, novembro 17, 2008

Tuas camisas.



Por
Nazarethe Fonseca
Todos os direitos reservados a Autora®

Gosto do teu gosto refinado.
Das cores que escolhe.
Do modo descuidado que as usa,
Que as larga sobre a cama,
Como as passa pelo rosto suado,
No peito, enquanto fala ao telefone.

Do jeito meio relaxado que leva o punho a testa suada.
Os botões entreabertos revelam e escondem.
Gosto delas, do mundo que elas ocultam.
Como elas cobrem seus ombros
As tuas formas de homem.

Como as tira me olhando nos olhos, buscando me seduzir.
Avisando-me que elas te despem para mim.
Insinuando o que queres o que me dará;
Desabotoa, tira devagar, botão por botão.
Deixa a seda falar,enquanto escorrega por teu peito largo.

Amassadas, jogadas ao chão eu as busco vestir.
Para cobrir minha pele e mostrar que as roubei de te,
Teu cheiro está nelas e em mim.
Gosto do teu gosto refinado.
Das cores que escolhe.
Do modo descuidado que as usa,
Que as larga sobre a cama,
Como as tira de meu corpo.

domingo, novembro 16, 2008

Existe muita solidão



Tudo sumiu nada restou dos melhores dias de nossas vidas. Hoje é tudo um grande deserto. A doçura deu lugar ao amargor. E quando caminhamos pela noite existe muito pouco a ser descobriu, eu quero dias melhores.
Quero dias de noites sem fim. Eu sangro sozinha e pensando em voltar aos seus braços.
Mas não existem mais caminhos e tudo se foi com as noites perfumadas e sinto-me presa a lembranças que se foram com o sol que tudo destrói e muda.
Quero ser feliz novamente mesmo que isso custe minha vida.
Eu só não quer dizer adeus novamente, sentir essa solidão que tudo devora. E me devora junto com as lembranças derretendo meu mundo feito de cera e açúcar.
Frágil e suave como seus beijos em minha carne.E aqui está tudo tão vazio e não posso volta à noite onde você me chamava de meu amor.
Eu não posso mais viver sem você, seu doce olhar sobre mim. Apenas deixe-me ficar.
Eu posso suporta a solidão de sua vida feita de noites sem fim, o sol que é teu inimigo. Eu quero apenas ficar e achar um sentido para seu abandono.
Eu fui seu mundo por um tempo, hoje nada sou além de um velho amor.
E aqui dentro existe muita solidão.