quarta-feira, dezembro 03, 2008

Estranha conhecida.


Caminho entre os homens desde que o mundo era somente feito de paraíso.Estou entre os seus mortos, com seus inimigos, e até mesmo com seus amores.
Levei muitos ao delírio, alguns ao desespero,a contemplação. Amei outros e matei diversos. Sorri e chorei em meio a guerras e injustas e esperei que os mortais se destruíssem, eu não preciso fazer muito. Basta esperar para fazer minha colheita.
No ar, na terra ou no mar eu caminho e completo os dias e as noites. No final todos me seguem, ou os levo com um puxão.
O tempo me faz companhia, mas devo confessar, vivo só dentro de abismos de silêncio e lagrimas.
Preciso de tempo para esperar e escolher o melhor modo. Tenho modos sofisticados e às vezes extremos. Nada posso fazer esta é minha missão.
Muitos me temem, outros fingem que não existo até que apareço e os convenço de minha presença em sua vida.
Raríssimas vezes eu sou desejada e em casos muito especiais sou convidada, mas me apresento solidaria, piedosa.
Você escolhe como eu apenas te conduzo, o certo é, que você não vai precisar chamar muito por mim. Eu saberei o momento certo de me apresentar.
Todavia se achar necessário me chamar, minha alcunha é uma só, morte.

3 comentários:

Rafael Guerra disse...

adorei como a descreveu.. me lembrou a Morte das historias de Sandman do Neil Gaiman, como um ser com seus pensamentos e sentimentos...

Bruna Toledo disse...

Ahhhhhh a Mortinhaaaa!

Já viu Encontro Marcado, com o Brad Pitt?
Tipo, ele é a morte que foi buscar o cara interpretado pelo Anthony Hopkins (o mesmo que fez o meu amado Hannibal Lecter), mas acaba se apaixonando pela filha dele!!

Muito bom;


;*

Rafael Guerra disse...

nossa é mesmo, lembrei...
auqele filme é muito bom!