sábado, fevereiro 14, 2009

Todos os dias.



Saio do trabalho e enquanto caminho até o ponto de ônibus começo a pensar. O trabalho ficou para trás, mas o tempo é tão curto e logo tudo passa. Desço na minha parada e enquanto caminho para casa vejo as coisas de sempre, minha mente se anima e começa a escrever sem mim.

Posso ouvir as palavras e não há como copiar nada, pois estou caminhando, eu sequer cheguei. Preciso de um banho, comer.

Ligo o computador e vejo e-mails, coisas a fazer e no banho o texto continua na minha cabeça, as cores da noite, o toque da água. Tudo tão nítido, mas não posso escrever está tudo molhado.

Enquanto como penso em coisas que o silencio não permite, a TV me mostra coisas que realmente me silenciam até o coração. Fujo para um mundo melhor, meu mundo. Mas o que sou, está clamando por espaço não só no papel.

Minha vida muda devagar e às vezes tenho de empurrar. Puxar, e exigir que este relógio invisível se mova. Tempo, mais tempo. Para que? Por quê?

O papel se enche de letras, a tela também e minha mente silencia. Busco o jardim e descalça só sinto as formigas me mordendo. A lua está linda, o jardim na escuridão é um mundo encantador.

Sento no banco de madeira e me pergunto até onde a mente vai sozinha. E quando o vento balança as roseiras e elas me fazem entender que estou em casa. Quero companhia, seus braços, minha mente fala novamente e posso ouvir seu nome. Ver seu rosto e não quero escrever, eu agora posso, mas não quero falar de tristeza. Só sinto o cheiro que sempre está comigo.

A grama esta úmida e fresca, deito no chão e fito as estrelas, o tempo esta passando as nuvens passeiam suaves, lentamente e a minha volta só existe o que sempre existiu, a solidão.

Um comentário:

Bruna Toledo disse...

Ai!
As vezes eu me sinto assim. Tudo bem, mas a amiga solidão sempre arruma um jeito de estar presente, lembrando-me de que ela existe!

;*