segunda-feira, outubro 27, 2008

O tempo



Às vezes vejo-a pensativa, quieta olhando além das janelas. Vendo um mundo que eu conheço bem. Nesses momentos me pergunto se ela esta realmente feliz?
Bela, pálida como a lua. Eu a criei dei a ela a meu amor, meu sangue a imortalidade ela parece ter conseguido com os Deuses.
Fico me perguntando se por amar demais se desperdiça amor. Existe um limite para o que o coração sente? Como se mede o sentimento do outro?
Palavras gestos, a verdade, o olhar? Não há nada mais injusto que saber-se amado por palavras.
Eu a sinto escuto seu coração e ele clama pelo meu. Sua fome é a minha.
Mas ela fita a janela imóvel, os olhos estudando a vida abaixo de seus pés como se fora uma rainha. A rainha de meu mundo. Já vi esconder lagrimas, sorrisos... Eu poderia estar cego e mesmo assim ainda a veria.
O tempo vai fazê-la entender que a noite é tudo que nos restou além dos braços um do outro.

2 comentários:

Rafael Guerra disse...

nossa.... muito bonito...

gostei da frase "O tempo vai fazê-la entender que a noite é tudo que nos restou além dos braços um do outro."

e sobre o texto... as perguntas sobre o amor... são coisas tão verdadeiras e complexas...

adorei...

Bruna Toledo disse...

Tbm amay essa frase! Ia até comentar isso agora! Rsrsrs!
Nem vim aqui segunda! Mas estou meio atarantada. Hj fiquei em casa por causa de doença D:

;*